SEXTA 18 NOV


HHY & THE MACUMBAS
 Percussão, sopro, eco, vibração e ressonância, injetados no sangue elétrico que circula pela mesa de mistura. Ensemble de configuração variável, dirigida pelo ilustre Jonathan Uliel Saldanha, tem vindo a apresentar desde 2009 séries de operações sónicas, juntando os ataques de sopros com a pulsação percussiva, numa máquina elétrica infernal que usa as estratégias do Dub para desvendar o espectro sonoro e os ritmos da selva mental. A primeira noite terminará com o tribalismo de HHY & The Macumbas  a enfeitiçar as centenas de pessoas que rumarão a Barcelos.



ALEK REIN Desde as primeiras gravações caseiras a solo até ao iminente primeiro longa-duração com banda, as canções de Alek Rein surgem entre a confissão, o protesto e o sonho. Alinhado na tradição do psicadelismo folk anglo-saxónico, este projecto tem o nome do heterónimo de Alexandre Rendeiro. Natural de New Jersey (EUA), Rendeiro respira, sem reverência, a bizarria de Syd Barrett ou Marc Bolan, o classicismo de John Lennon e a intensidade rock n ́roll de Ty Segall. ‘Mirror Lane’, o primeiro LP, foi finalmente editado e a apresentação passa Barcelos.



FUGLY É rock, é feedbacks, é proto-pizza e banana-punk, rock-lobster e tartarugas ninja. É garage de um miúdo da escola secundária, misturado com psicadelismos e a complexidade de quem passou da vida a ouvir tudo o que foi feito nos anos 60 e 70. Em 2016, lançaram “Morning After”, um disco em que a temática presenta é a ressaca. Aquela manhã seguinte em que acordamos e não sabemos bem para onde ir, o momento de reflexão e as recordações de toda a destruição causada a nós próprios e aos que nos rodeiam. Fugly é essa destruição, é aquilo que nos vamos arrepender


SÁBADO 19 NOV



ALLEN HALLOWEEN Rapper e produtor de Odivelas, também conhecido como Bruxa ou Maradox Primeiro (nome de produtor), Allen Halloween foi membro e fundador do bando Y.K (Youth Kriminals). Depois de “Projecto Mary Witch” (2006), que nos abre as portas ao lado mais hostil do quotidiano nos subúrbios, e de “Árvore Kriminal” (2011), onde é introduzida a melancolia e autocomiseração, dotando o trabalho do rapper de uma dimensão poética assinalável, Allen Halloween regressou em 2015 com “Híbrido”, disco que o colocou nos lugares cimeiros entre os melhores discos portugueses do ano. Estreia-se em Barcelos.



 PISTA São três homens-festa. A génese desta banda do Barreiro aconteceu aliando as bicicletas à música, mas a pedalada agora é outra. É rock tropical e bem-disposto, uma comemoração que promete levar o calor do Verão a todas as estações do ano. Depois do lançamento do EP (“Pista”), lançaram-se à estrada, apresentaram o single “PUXA”, continuaram as viagens de norte a sul do país, entre bares, clubs e os mais diversos palcos e fazem agora nascer o primeiro álbum, “Bamboleio”.



TÓ TRIPS & JOÃO DOCE João Doce conheceu Tó Trips em 2004, na tour dos Wraygunn. Nasceu ali uma forte amizade, tendo a Praia de Esmoriz como ponto unificador. Primeiro porque João Doce fez daquela cidade a Norte a sua casa; depois porque Tó Trips encontra ali regularmente um local perfeito para retemperar forças. Um dia, na Cafetaria do Parque Ambiental do Buçaquinho - local lindíssimo e bucólico - surgiu a ideia de fazerem algo juntos. O plano inicial era simples: o Tó na guitarra, o João Doce na percussão. Sumba o disco de estreia, nasce assim desta necessidade criativa de dois músicos talentosos que, acima de tudo, são amigos. É um exercício livre, espontâneo, experimental e tribalista que nos apresentarão na noite de 19 de novembro.